Dorfman, Ariel

Ariel Dorfman, romancista, dramaturgo e colaborador do New York Times, nasceu em 1942, na Argentina mas vive actualmente com a família em Durham, Carolina do Norte, onde trabalha como professor na Duke University. É autor de vários livros importantes e da peça A Morte e a Donzela, traduzida em mais de 40 línguas, apresentada em 90 países e adaptada para o cinema, com direcção de Roman Polanski; e de A Rebelião dos Coelhos Mágicos.
Desde o conhecido Para Leer el Pato Donald, escrito em co-autoria com Armand Mattelart, que Ariel Dorfman tem construído uma obra literária notável, já traduzida em mais de trinta línguas. Das suas obras, destacam-se Patos, Elefantes y Héroes, Acércate más y más: cuentos casi completos, La Muerte y la Doncella e o livro de memórias Rumo ao Sul, Desejando o Norte.
A vida do escritor Ariel Dorfman daria um romance. Uma história de muitos exílios, três países, duas línguas e a participação integral e apaixonada em acontecimentos que marcaram o século, como a experiência vivida no Chile de Allende. Daria um grande romance, mas Dorfman preferiu escrever um livro de memórias. Denso, envolvente, com uma reflexão profunda sobre a sua jornada bilingue e a própria identidade.
Em 1973, quando o General Pinochet bombardeia o Palácio Nacional, Dorfman é o assessor cultural do Presidente Salvador Allende. «Eu não devia estar aqui para contar esta história» - assim começa ele a sua narrativa em Rumo ao Sul, Desejando o Norte. A sua intensa aventura pessoal, na busca de um lar permanente, uma causa política e, acima de tudo, uma identidade cultural, serve de fonte de inspiração para todos nós. Com um texto magistral, profundamente comovente, Dorfman não nos deixa esquecer a fragilidade e a incerteza da vida.

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 Rumo ao Sul, Desejando o Norte